Comunidade - Ser Bombeiro
A profissão de bombeiro em Portugal, está enquadrada em termos funcionais pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), Organismo que depende do Ministério da Administração Interna. Este Serviço tem como objectivo a protecção e socorro de pessoas e bens, competindo-lhe genericamente, orientar e coordenar todas as actividades de protecção civil e socorro nomeadamente: • Prevenir a ocorrência de riscos colectivos resultantes de acidentes de acidentes graves, catástrofe ou calamidades> • Atenuar e limitar os efeitos decorrentes de tais situações; • Proteger, socorrer e assistir pessoas e bens em perigo; • Orientar, coordenar e fiscalizar as actividades exercidas pelos corpos de bombeiros. Para o desempenho destas missões este Serviço depende essencialmente dos bombeiros dispersos por vários tipos de corpos de bombeiros. Tipos de Corpos de Bombeiros Existentes em Portugal
A&A ANBP representa
estes trabalhadores ou seja, aqueles que exercem a
actividade de bombeiro a título profissional e ainda aqueles
cujo conteúdo funcional faz parte integrante para o
desempenho cabal desta profissão (telefonistas, maqueiros,
motoristas, quarteleiros etc. independentemente de prestarem
serviço em Organismos Públicos ou Privados
Com efeito, podemos salientar relativamente aos fins
estatutários desta Associação, o seguinte objectivo:
incrementar a valorização profissional e cultural dos
associados através de publicação de documentação,
seminários, cursos de formação profissional e outras
iniciativas, por si ou em colaboração com outros organismos.
Um dos factores característicos desta profissão, é
tratar-se de uma área tradicionalmente masculina, mas
onde as mulheres têm vindo a profissionalizar-se nos
últimos tempos. Esta situação é bastante significativa
pois dos cerca de 40.000 bombeiros portugueses apenas
11,4% são mulheres, segundo fonte do Serviço Nacional de
Bombeiros e Protecção Civil. Relativamente ao acesso das
mulheres bombeiras a postos de chefia, também segundo
este Serviço, apenas 1% destas mulheres ocupa estes
cargos., o que representará em todo o país menos de meia
centena,
Efectivamente, esta tem sido ao longo do tempo uma área tradicionalmente masculina. Por exemplo, nas Corporações de Bombeiros Sapadores só passou a ser possível a entrada de mulheres há escassos anos, pelo que o seu número, a nível nacional, não passará de poucas dezenas.
No entanto, as mulheres têm vindo nas últimas décadas a
incorporar-se neste sector de actividade, mas
maioritariamente nas áreas do socorro à vida humana e dentro
das Corporações de Bombeiros Voluntários. Ainda assim, é
necessário trilhar um longo caminho no sentido de trazer a
esta profissão, nomeadamente para outras áreas de actividade
de Bombeiro, mais mulheres, de forma a minimizar esta
assimetria.
Assim, os conhecimentos que os formandos venham a
adquirir, hão-de ser um factor de grande importância para o
futuro dos novos Bombeiros nomeadamente a nível da Sociedade
do Conhecimento e da Informação.
Aliás, bastar-nos-á acompanhar a Comunicação Social,
durante a época de fogos, para podermos, sem grandes
equívocos, perceber que os problemas que se colocam à
Sociedade Portuguesa e aos Bombeiros são de complexidade
crescente, não havendo alternativas para a respectiva
solução que não sejam as que emanam do conhecimento, da
organização e da comunicação, mas também as que permitam
estruturar de forma profissional o sector da Protecção e
Socorro.
Neste sentido, conforme já referido, foi no ano
transacto regulamentada a Profissão de Bombeiro, pela
Portaria 247/2004, de 6 de Março, tendo sido a Escola
Nacional de Bombeiros reconhecida para a emissão do
Certificado de Aptidão Profissional (CAP), bem como para
certificar os Cursos de Formação Profissional, quer de
Formação Inicial, quer de formações complementares
modulares.
Este factor é de extrema importância uma vez que a
actuação dos Bombeiros é bastante abrangente e o seu papel é
fundamental enquanto factor de Desenvolvimento Social,
nomeadamente nas seguintes áreas: Higiene e Segurança, Saúde
Pública, Salvaguarda da Vida Humana, Salvaguarda do
Património Ambiental, Salvaguarda do Património Histórico,
Assistência Social, Desporto e Cultura e Lazer.
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